Hoje em dia é diferente, olho para os carros passar e quase que vejo, o que agora é alcatrão, o caminho de estrada batida que antes existia. Ou, secalhar, uma horta, batatas, cebolas, machados..
Agora, vou na estrada e vejo os carros a passarem por mim, por uns segundos entro na vida de quem lá vai dentro, cada carro que passa leva uma vida de batalhas que carregam todos os dias. No final toda a gente é igual, toda a gente leva uma vida que podia ser a nossa. A diferença traça-se nas decisões. A vontade de gostarmos de nós próprios, de nos erguermos, de conquistar.
Afinal a nossa vida é apenas isso, criar algo, ser diferente dos outros. Mas, apenas nos tornamos iguais a todos quando fazemos o mesmo que todos para mantermo-nos no mesmo lugar, não elevamos as nossas ambições, não acreditamos que conseguimos mais, apenas aceitamos o que a rotina nos vai trazendo e, quando trazemos crianças ao mundo ensinamos-lhes o mesmo que temos vindo a fazer, esperar a sorte.
Tudo o que podiamos trazer de bom, normalmente, o "novo" já vem traduzido em máquinas.
Ensinamos as crianças a nascerem já acostumadas, já cansadas, já limitadas à imaginacão, mecanizadas de pontos de vista.
Onde vamos assim?
Nascemos para trabalhar, receber e morrer.
Este é o lema de vida que, o único ser com capacidade de pensar por si próprio segue.
Finalmente, depois de tantas gerações de animais, a evolução trouxe-nos a nós, ser humano com poder de decisão, poder de escolha entre o certo e o errado. Mas somos todos tão inteligentes que acabamos todos por ser rotina das nossas escolhas.

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